terça-feira, 8 de maio de 2007

Raiva e ódio fazem mal ao seu coração

Raiva e ódio fazem mal a quem os sente!




  • A raiva pode rebentar o seu coração - não no sentido figurativo, mas de fato. Vários estudos feitos em diferentes faculdades, inclusive a Harvard Medical School. Estudaram 1.305 homens (média de 62 anos de idade).  Os mais raivosos  tinham um risco três vezes mais elevado de desenvolver doenças cardíacas do que os menos agressivos, mais tranqüilos.


    Os jovens raivosos pagam um preço alto pelo seu temperamento explosivo. Pesquisadores da Johns Hopkins School of Medicine acompanharam 1.055 estudantes durante nada menos do que 36 anos. Os explosivos e agressivos tinham um risco seis vezes mais alto de ter um ataque do coração aos 55 anos e três vezes de ter qualquer tipo de problema cardíaco ou circulatório.São diferenças muito grandes. Veja que a raiva entre jovens é um preditor impressionante da doença cardíaca mais tarde.


    Porém, algumas vezes as conseqüências aparecem logo. Uma pesquisa demonstrou que duas horas depois de uma explosão de raiva ou ódio, o risco desses explosivos de sofrer um ataque cardíaco era mais do dobro do que os que permaneceram tranqüilos.


    Quando pensamos em raiva, pensamos em homens, mas as mulheres também sentem raiva e pagam um preço por isso.  A diferença é que, proporcionalmente, as explosões de raiva são menos freqüentes entre as mulheres.


    A raiva não afeta apenas o coração. Os pulmões também sofrem. Outro estudo feito em Harvard mostra que os homens que exibiam hostilidade no início da pesquisa tinham funções pulmonares mais danificadas oito anos mais tarde. Rosalind Wright, da Harvard School of Public Health, mostra que as diferenças são grandes.


    Há evidência de que a raiva e o ódio tem um efeito cumulativo sobre quem as sente. Mas será que uma grande explosão de raiva ou ódio também tem efeitos deletérios?

    Os dados de uma pesquisa em Israel mostram que as explosões de ódio são muito perigosas: num estudo de 200 pacientes de derrames, uma dessas explosões aumentava a probabilidade de derrame 14 vezes!!!!! Além do derrame, ataques cardíacos, segundo os pesquisadores de Harvard. A explosão dobrava a chance de um ataque nas duas horas seguintes.


    Tem mais: raiva e ódio levam a descontroles que levam a acidentes. Em Missouri, num estudo de 2.500 pacientes nas emergências, perto de 500 tinham tido uma explosão pouco antes. E quanto maior a raiva, mais alto o risco.


    A raiva e o ódio tem gradações. E o caráter raivoso das pessoas pode ser medido, com alguma segurança.


    O que fazer? Para começar, consulte um bom médico. Um cardiólogo também. Uma pesquisa mostrou que uma minidose de aspirina por dia (de 81 mg) corta a probabilidade de ataque cardíaco causado pela raiva em 40%.


    Nós sabemos quando estamos com raiva, mas nem sempre. Veja se sua respiração ficou mais apressada, se o coração bate mais rápido, se se sente inquieto, pronto para pular no pescoço de alguém.  Tente dar uma caminhada, conversar com alguém em quem confie. Meditação, relaxamento, yoga e, claro, oração, reduzem - e muito - a raiva e o ódio.


    Exercitar de maneira mais sistemática faz muito bem e reduz raiva e ódio. Vale a pena tentar e há muitos outros benefícios colaterais.


    Há alguns terapeutas especializados no controle da raiva e do ódio. Os poucos dados que existem sugerem que terapias competentes dão resultado.


    Sobretudo, lembre-se: raiva e ódio fazem mal a quem os sente.




     - post by soares_7

sábado, 28 de abril de 2007

As conseqüências da raiva e do ódio

Conseqüências da raiva e do ódio  Annotated



  •     Não é possível ignorar que estados emocionais têm conseqüências físicas. A antiga medicina do corpo ignorava todo o resto. Hoje sabemos o que o estresse faz. Porém, as pesquisas sobre os efeitos positivos do perdão e sobre os efeitos negativos da raiva e do ódio estão menos estudados, mas já sabemos alguma coisa.
        Além dos efeitos internos sobre o corpo, raiva e ódio descontrolados podem provocar discussões e brigas, algumas das quais terminam com ferimentos e até morte. Em alguns casos, há ímpetos suicidas.
        Ódio e raiva provocam uma reação do corpo chamada de ‘fight or flight’ - briga ou foge.  O medo, a excitação e a ansiedade também podem provocar reações semelhantes. O corpo fica inundado com os chamados hormônios do estresse, adrenalina e cortisol. Claro que já vimos pessoas com muito ódio e como a coloração muda e a tonalidade muscular também. Muda muita coisa. Para começar o cérebro envia ordens para concentrar o sangue nos músculos - o resto pode ficar à míngua. As batidas cardíacas, a pressão arterial e a velocidade da respiração aumentam. A temperatura aumenta e começamos a suar. Dependendo do tipo de sensação, é possível suar frio.

       A mente, esse tremendo construto, então, fica afiadíssima, alerta.

       Olhando assim parece bom, mas não é.


  •     Vejam a lista de problemas associados com a raiva e o ódio descontrolados:

    • dores de cabeça
    • problemas digestivos
    • insonia
    • ansiedade
    • depressão
    • pressão alta
    • problemas cardíacos, inclusive ataques e infartos
    • derrame


    • É mole?




  •     Eu não fiz essa lista, apenas copiei, traduzi e editei.  Espero poder trazer mais exemplos e resultados de pesquisas.





sexta-feira, 27 de abril de 2007

Porque perdoar?



Airton Freire

Porque perdoar?
Para poder recomeçar.
Pois, sem perdão, não há recomeço, a condição,
O que não é o preço,
De haver, em tudo, o recomeço.
Para perdoar, é preciso, antes, amar.
Não falo, necessariamente, do amor afetivo.
Antes, do amor efetivo, que significa zelar, cuidar, importar-se com, perdoar.
Se a condição para perdoar for amar,
Então, amar por quê?
Amar para não se perder a alegria de viver.
Amar para não se entristecer.
Amar para preencher os dias de sentido,
Como o sol enche a terra de calor,
Como o orvalho refrigera a noite,
Como a chuva fecunda a terra,
Como as estações se sucedem através dos anos.
Para colher após semear,
Amar, para não se entregar,
Mas se integrar,
Amar para não morrer,
Amar para não enlouquecer.
Por que amar,
Amar por quê?
Amor espanta o medo,
Pois, o medo traz consigo uma dúvida
E aquele que duvida não é perfeito no amor
Sem amor,
Portanto, não faz sentido,
Não há o para que,
Apesar de tudo ou mesmo, contudo,
Sem amor, não há perdão, mas o sentido da dor pela tão somente dor.



"Como é o Amor? Ele tem mãos para ajudar os outros. Tem pés para apressar-se na direção dos pobres e necessitados. Tem olhos para enxergar a miséria e a privação. Tem ouvidos para ouvir os suspiros e os lamentos dos homens. Assim é o amor”

( Santo Agostinho )